Uma boa preparação começa por perceber quanto precisa, para quê, quanto consegue pagar mensalmente e qual é atualmente a sua situação financeira.
Pedir crédito pessoal não começa no formulário de financiamento.
Uma boa preparação começa por perceber quanto precisa, para quê, quanto consegue pagar mensalmente e qual é atualmente a sua situação financeira.
Além de tornar o processo mais claro, esta preparação ajuda-o a avaliar se o financiamento é adequado ao seu orçamento.
1. Defina exatamente quanto precisa
Antes de pedir uma simulação, determine o montante de que realmente necessita.
Pedir um montante superior ao necessário significa assumir dívida adicional, sobre a qual poderão incidir juros e outros encargos.
A pergunta certa é:
Qual é o montante necessário para concretizar o objetivo sem criar dívida desnecessária?
Esta abordagem também permite comparar propostas de forma mais rigorosa.
2. Pense primeiro na prestação que o seu orçamento suporta
O crédito pessoal deve ser analisado dentro do orçamento familiar.
Faça uma lista dos seus principais compromissos mensais:
- habitação;
- créditos existentes;
- alimentação;
- transportes;
- seguros;
- educação;
- despesas familiares;
- poupança;
- outras despesas recorrentes.
Só depois avalie quanto pode acrescentar em prestações sem comprometer excessivamente o orçamento.
A instituição financeira fará também a sua própria avaliação de solvabilidade antes de decidir sobre a concessão do crédito.
3. Conheça as suas responsabilidades de crédito
Antes de avançar pode consultar gratuitamente o Mapa de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.
É particularmente útil para confirmar:
- créditos existentes;
- montantes em dívida;
- créditos utilizados;
- situações de incumprimento, caso existam;
- outras responsabilidades comunicadas à Central de Responsabilidades de Crédito.
As instituições financeiras utilizam informação proveniente de bases de dados de responsabilidades de crédito na análise da solvabilidade dos clientes.
4. Organize antecipadamente a informação necessária
A documentação solicitada pode variar de acordo com a instituição financeira, o tipo de cliente e as características da operação.
Ainda assim, é útil ter organizada informação relacionada com:
- identificação;
- rendimentos;
- situação profissional;
- conta bancária;
- despesas e encargos regulares;
- créditos existentes;
- finalidade do financiamento, quando aplicável.
Mais importante do que enviar muitos documentos é garantir que a informação fornecida está correta, atualizada e coerente.
O Banco de Portugal refere que, antes da contratação, o consumidor deve fornecer informações verdadeiras e completas à instituição financeira.
5. Não esconda outros créditos ou encargos
Omitir responsabilidades financeiras não aumenta necessariamente a probabilidade de aprovação.
As instituições podem consultar bases de dados utilizadas na avaliação da solvabilidade, incluindo a Central de Responsabilidades de Crédito.
Um processo coerente e transparente facilita uma análise correta da situação financeira.
Além disso, a aprovação de um crédito não é automática: a instituição financeira pode recusar o financiamento após avaliar a solvabilidade do consumidor.
6. Escolha o prazo com atenção
Imagine que recebe duas propostas para o mesmo montante:
- Proposta A: prestação mais elevada e prazo menor.
- Proposta B: prestação mais baixa e prazo maior.
A segunda pode parecer mais confortável no imediato, mas isso não significa automaticamente que seja financeiramente mais vantajosa.
Um prazo mais longo tende a manter o financiamento ativo durante mais tempo e pode aumentar o montante total pago.
Por isso, procure um prazo que permita uma prestação confortável sem prolongar desnecessariamente a dívida.
7. Compare utilizando TAEG e MTIC
Quando receber diferentes propostas, evite comparar apenas a prestação.
Observe particularmente:
TAEG — Taxa Anual de Encargos Efetiva Global
Permite comparar o custo global de diferentes propostas.
MTIC — Montante Total Imputado ao Consumidor
Representa o montante total que será suportado pelo consumidor de acordo com as condições do contrato.
Antes da celebração do contrato, estas e outras informações devem constar da FIN — Ficha de Informação Normalizada relativa ao crédito aos consumidores.
8. Evite fazer vários pedidos sem perceber primeiro as condições
O objetivo não deve ser simplesmente encontrar quem “aprova”.
Uma decisão de crédito deve responder a três questões:
- Preciso deste financiamento?
- A prestação cabe confortavelmente no meu orçamento?
- As condições e o custo total são adequados?
A aprovação é apenas uma parte do processo. O mais importante é conseguir cumprir o contrato de forma sustentável até ao final.
Precisa de ajuda para analisar o financiamento?
Intermediário de Crédito Vinculado — Registo no Banco de Portugal n.º 0002482A KCapital presta serviços de intermediação de crédito. A concessão de crédito, a análise de solvabilidade e a decisão de aprovação cabem às instituições mutuantes. As condições dependem da análise da operação e da instituição responsável.
Pedir uma simulação à KCapitalFontes
- Banco de Portugal — Avaliação da solvabilidade
- Banco de Portugal — Central de Responsabilidades de Crédito
