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Taxa de esforço: o que significa para o seu orçamento

5 min de leituraKCapital

A taxa de esforço é um dos indicadores utilizados para perceber quanto do rendimento mensal está comprometido com prestações de crédito.

Se está a pensar pedir um crédito, provavelmente já encontrou a expressão “taxa de esforço”.

É um dos indicadores utilizados para perceber quanto do rendimento mensal está comprometido com prestações de crédito e ajuda tanto o consumidor como as instituições financeiras a avaliar o peso do endividamento no orçamento.

Mas uma taxa de esforço mais baixa ou mais alta significa exatamente o quê?

O que é a taxa de esforço?

De uma forma simplificada, a taxa de esforço compara o valor das prestações mensais de crédito com o rendimento líquido disponível.

Uma forma simples de a estimar é:

Taxa de esforço = prestações mensais de crédito ÷ rendimento líquido mensal × 100

Quanto menor, melhor?

Em termos de orçamento familiar, uma taxa de esforço inferior deixa naturalmente mais rendimento disponível para outras necessidades.

Mas olhar apenas para a percentagem pode ser enganador.

Agregados com a mesma taxa de esforço podem dispor de rendimentos disponíveis muito diferentes.

Além disso, dimensão do agregado, despesas de habitação, filhos, transportes, rendimentos variáveis e outras obrigações também afetam a capacidade financeira.

Por isso, a taxa de esforço deve ser vista como um indicador, não como um diagnóstico completo do orçamento.

Existe uma taxa de esforço máxima?

Aqui é importante distinguir uma regra prudencial de uma garantia de aprovação.

Os critérios aplicáveis dependem da operação e da instituição mutuante. Uma taxa de esforço, isoladamente, não garante aprovação nem constitui um objetivo de endividamento.

Cada instituição tem de avaliar a solvabilidade do cliente e pode considerar fatores como:

  • idade;
  • situação profissional;
  • rendimento;
  • despesas regulares;
  • responsabilidades de crédito;
  • características da operação.

Uma instituição pode, portanto, concluir que uma determinada operação não é adequada mesmo quando um simples cálculo de taxa de esforço aparenta estar reduzida.

O erro de pensar: “se consigo pagar a prestação, consigo pagar o crédito”

Imagine que depois das despesas essenciais lhe resta uma margem mensal limitada.

Uma nova prestação pode consumir quase toda essa margem.

Restaria pouco rendimento para absorver:

  • uma reparação no carro;
  • uma despesa médica;
  • aumento de renda;
  • redução temporária de rendimento;
  • uma despesa familiar inesperada.

É por isso que a capacidade para pagar hoje não deve ser o único critério.

É importante manter margem financeira para situações imprevistas.

Como reduzir a taxa de esforço?

Dependendo da situação, algumas medidas podem ajudar a diminuir o peso dos créditos no orçamento.

Por exemplo, pode fazer sentido:

  • reduzir o montante que pretende financiar;
  • evitar assumir novos créditos desnecessários;
  • amortizar determinadas responsabilidades, quando financeiramente adequado;
  • reorganizar o orçamento;
  • analisar as condições dos créditos existentes;
  • avaliar soluções de consolidação quando aplicáveis à situação concreta.
Mas atenção: reduzir a prestação mensal não significa necessariamente reduzir o custo total da dívida. Por exemplo, aumentar substancialmente o prazo de pagamento pode baixar a prestação, mas prolongar a dívida e aumentar o montante total suportado.

Este é um dos principais pontos cegos quando se olha apenas para a taxa de esforço.

A taxa de esforço influencia a aprovação de crédito?

Sim, a relação entre rendimentos e responsabilidades financeiras é relevante na avaliação de solvabilidade.

Mas não é o único fator considerado.

Antes de conceder crédito, a instituição financeira deve avaliar a capacidade do cliente para cumprir as obrigações que pretende assumir. Para isso são analisados diversos elementos, incluindo rendimentos, despesas, situação profissional e informação existente nas bases de responsabilidades de crédito.

Por isso:

taxa de esforço baixa ≠ aprovação garantida

e

taxa de esforço elevada ≠ análise baseada apenas numa percentagem.

Calcule antes de pedir crédito

Antes de assumir uma nova prestação, faça três contas simples:

1. Quanto recebe efetivamente por mês?

Utilize o rendimento líquido e evite basear o orçamento em rendimentos extraordinários pouco previsíveis.

2. Quanto já paga em créditos?

Considere as responsabilidades existentes.

3. Quanto sobra depois dos créditos e restantes despesas essenciais?

Esta terceira pergunta é tão importante quanto a percentagem obtida.

O objetivo não deve ser utilizar toda a capacidade teórica de endividamento, mas manter um orçamento que consiga absorver alguma variação nas despesas ou nos rendimentos.

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A KCapital presta serviços de intermediação de crédito. A concessão de crédito, a análise de solvabilidade e a decisão de aprovação cabem às instituições mutuantes. As condições dependem da análise da operação e da instituição responsável.

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Fontes

  • Banco de Portugal — Avaliação da solvabilidade
  • Banco de Portugal — Responsabilidades de crédito
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